Produtores noruegueses visitam o Chile com a AquaGen para analisar o aumento do tamanho dos smolts

28 Março 2019 a las 3:46 pm

Um dos aspectos destacados pelo gerente geral da filial chilena da casa genética é que tanto no Chile quanto na Noruega a indústria busca aumentar o tamanho dos smolts.

Dois grupos de salmonicultores noruegueses visitaram o Chile a convite da AquaGen Chile, o primeiro entre 2 e 12 de março e o segundo entre 12 e 21 do mesmo mês, com o objetivo de conhecer a indústria do salmão — especialmente sua fase de água doce — e analisar tendências como o aumento do tamanho dos smolts.

A viagem de ambas as delegações insere-se em um intercâmbio de conhecimento porque, segundo o gerente geral da AquaGen Chile, Patrick Dempster, “nós, chilenos, temos muito a aprender com a aquicultura norueguesa e, em diversas ocasiões, também visitamos instalações produtivas lá; ou seja, queremos gerar instâncias de reciprocidade para estreitar os laços de colaboração entre ambas as nações”.

O executivo explicou à AQUA que as visitas se concentraram principalmente na produção de smolts de maior tamanho em água doce e no desenvolvimento da atividade rumo à região de Magallanes e da Antártica Chilena. Em síntese, destacou Dempster, “analisamos as grandes tendências da indústria”.

Nesse sentido, explicou que, ao abordar o cultivo de smolts de maior tamanho, na Noruega “falamos de 250, 500, 600 gramas, e há quem mencione até 1 quilo; enquanto no Chile estamos falando de 250 a 400 gramas”. E acrescentou: “Embora sejam magnitudes distintas, a tendência é a mesma: aumentar o tamanho. Portanto, parece-nos interessante conhecer as realidades de um e de outro”.

Além disso, por se tratar de empresas clientes da AquaGen, que utilizam a mesma genética nas diferentes regiões onde operam e também no Chile, existe um elemento comum, destacou Dempster: “analisar como é o desempenho nas diferentes zonas produtivas”.

 

Visitas técnicas no Chile

 

A maioria dos executivos noruegueses que participaram dessa gira técnica pertence a salmonicultoras de médio e pequeno porte, com exceção da gerente regional de água doce da Grieg Seafood Rogaland AS, uma das quatro maiores produtoras do país nórdico.

De acordo com informações fornecidas pela AquaGen e pela Greetech, Christian Pérez, representante desta última, explicou à AQUA que o primeiro grupo visitou as pisciculturas Río Petrohué, da Camanchaca, e Rauco, da Marine Harvest Chile; um centro de cultivo da Cermaq em Chiloé, região de Los Lagos, e outro no seno Skyring, região de Magallanes; o Centro de Inovação da Cargill (CIC) em Colaco, comuna de Calbuco, e a planta de processamento da Multiexport na comuna de Puerto Montt, ambas na região de Los Lagos.

Além disso, os visitantes percorreram o rio Blanco junto com os vestígios da piscicultura que a Marine Harvest manteve naquele local e realizaram trilhas na Reserva Florestal Llanquihue e em Torres del Paine.

Para o segundo grupo, estavam previstas ainda visitas à piscicultura Río Verde, da Invermar, bem como ao Skretting ARC Pargua e à planta de processamento da Australis em Calbuco.

“Mostrar as operações da indústria salmonicultora chilena é motivo de orgulho, especialmente ao observar o assombro e a admiração em produtores de salmão de outros países, o que demonstra o bom trabalho realizado em nosso país. Além disso, complementar essas visitas com percursos pelos atrativos turísticos da região não faz mais do que fortalecer a boa imagem e a lembrança positiva que levam de volta aos seus países de origem”, afirmou Pérez.

Posteriormente, destacou que uma das atividades que costumam propor é o trekking pela Reserva Florestal Llanquihue, onde é possível observar os efeitos da erupção do vulcão Calbuco, em 2015, sobre a bacia do rio Blanco e seu entorno natural, “o que permite dimensionar e compreender as perdas milionárias que o setor sofreu em decorrência desse desastre natural”.